Da alma e do mundo
Paulo Coelho
Você sabe exatamente onde está agora?
Você está numa cidade, junto com muita gente, e neste momento existe uma grande chance de várias pessoas terem em seus corações as mesmas esperanças e desesperanças suas.
Vamos adiante: você é um pontinho microscópico na superfície de uma bola. Esta bola gira em torno de outra, que por sua vez está localizada no cantinho de uma galáxia, junto com milhões de bolas semelhantes. Esta galáxia faz parte de um todo chamado Universo, cheio de gigantescos aglomerados estelares. Ninguém sabe exatamente onde ele começa e termina.
Mesmo assim, você é o máximo. Luta, se esforça e tenta melhorar.
Tem sonhos. Alegra-se e se entristece por causa do amor.
Se você não estivesse vivo, algo estaria faltando.
terça-feira, 28 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Influenciável
Incrível como somos influenciáveis
Um belo dia acordamos e o Sol brilha, o ônibus não atrasa, o trabalho flui
Tudo perfeito, sem problemas
No outro dia amanhece nublado garoando, o trem anda em velocidade reduzida, e o trabalho é um estorvo
A Lua, o tempo, as pessoas, um acontecimento
Tudo pode influenciar na nossa vida
Seja aqui ou ali
Seja para ficarmos bem ou...
Um dia frio, garoando muitas vezes nos dá vontade de ficar em casa sem fazer nada
Apenas quietinho bem encolhidinho pensando na vida
Muitas vezes apenas uma palavra tem poder de te levantar ou de simplesmente ajudar a te empurrar para baixo
Tudo gira, tudo se move
O tempo é assim.
Aqui ou em qualquer lugar
Comigo ou com qualquer pessoa.
Tudo muda o tempo!
EU – 09:55 h.
Incrível como somos influenciáveis
Um belo dia acordamos e o Sol brilha, o ônibus não atrasa, o trabalho flui
Tudo perfeito, sem problemas
No outro dia amanhece nublado garoando, o trem anda em velocidade reduzida, e o trabalho é um estorvo
A Lua, o tempo, as pessoas, um acontecimento
Tudo pode influenciar na nossa vida
Seja aqui ou ali
Seja para ficarmos bem ou...
Um dia frio, garoando muitas vezes nos dá vontade de ficar em casa sem fazer nada
Apenas quietinho bem encolhidinho pensando na vida
Muitas vezes apenas uma palavra tem poder de te levantar ou de simplesmente ajudar a te empurrar para baixo
Tudo gira, tudo se move
O tempo é assim.
Aqui ou em qualquer lugar
Comigo ou com qualquer pessoa.
Tudo muda o tempo!
EU – 09:55 h.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Em busca de alguém
por Paulo Coelho
Um guerreiro da luz precisa de amor. O afeto e o carinho fazem parte de sua natureza – tanto quanto o ato de comer, o de beber e também o gosto pelo bom combate.
Quando o guerreiro não está feliz, algo está errado.
Assim, ele interrompe o combate e vai em busca de companhia, para assistir junto de alguém ao entardecer.
Se ele tem dificuldades em encontrá-la, pergunta a si mesmo: “Tive medo de me aproximar de alguma pessoa? Recebi afeto e não percebi?”
Um guerreiro da luz usa a solidão, mas não é usado por ela.
por Paulo Coelho
Um guerreiro da luz precisa de amor. O afeto e o carinho fazem parte de sua natureza – tanto quanto o ato de comer, o de beber e também o gosto pelo bom combate.
Quando o guerreiro não está feliz, algo está errado.
Assim, ele interrompe o combate e vai em busca de companhia, para assistir junto de alguém ao entardecer.
Se ele tem dificuldades em encontrá-la, pergunta a si mesmo: “Tive medo de me aproximar de alguma pessoa? Recebi afeto e não percebi?”
Um guerreiro da luz usa a solidão, mas não é usado por ela.
terça-feira, 14 de abril de 2009

Das mãos
por Paulo Coelho
Midrash Rabba, sobre o Eclesiastes:
“Quando o homem vem ao mundo, suas mãos estão sempre fechadas, como se quisesse dizer:
- O mundo inteiro é meu e conseguirei dominá-lo.
Quando o homem parte do mundo, suas mãos estão sempre abertas, como se quisesse dizer:
- Não tenho nada em meu poder. Tudo o que posso levar são minhas lembranças, tudo o que posso deixar são meus exemplos”.
por Paulo Coelho
Midrash Rabba, sobre o Eclesiastes:
“Quando o homem vem ao mundo, suas mãos estão sempre fechadas, como se quisesse dizer:
- O mundo inteiro é meu e conseguirei dominá-lo.
Quando o homem parte do mundo, suas mãos estão sempre abertas, como se quisesse dizer:
- Não tenho nada em meu poder. Tudo o que posso levar são minhas lembranças, tudo o que posso deixar são meus exemplos”.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Não chores.
Não chores, estou aqui.Não chores meu bem, estou aqui.Quando se sentires triste,lembre-se que tem uma pessoaque está sempre prontapara te ajudar no que for preciso.A sua dor, o seu sofrimento, a sua tristezaé a minha também.Não quero te ver assim,lágrimas não combinam com o seu rosto.Quero ver você sempre sorrindo.Quero ver você sempre alegre,quero ver você sempre brigando comigo kkkkk.Quando precisar de esse seu amigo aqui,não pense duas vezes,liga-me, chama-me,largarei tudo, e vou correndo ao seu encontro.Gostaria muito em poder estar ao seu ladotodas as vezes que se sentir assim,mas quando isso acontecer,lembre-se de mim.Te Amo muito minha Eterna menina, minha Amada Bruxinha.
Especialmente escrito para mim. Por uma pessoal incrívelmente maravilhosa!
Não chores, estou aqui.Não chores meu bem, estou aqui.Quando se sentires triste,lembre-se que tem uma pessoaque está sempre prontapara te ajudar no que for preciso.A sua dor, o seu sofrimento, a sua tristezaé a minha também.Não quero te ver assim,lágrimas não combinam com o seu rosto.Quero ver você sempre sorrindo.Quero ver você sempre alegre,quero ver você sempre brigando comigo kkkkk.Quando precisar de esse seu amigo aqui,não pense duas vezes,liga-me, chama-me,largarei tudo, e vou correndo ao seu encontro.Gostaria muito em poder estar ao seu ladotodas as vezes que se sentir assim,mas quando isso acontecer,lembre-se de mim.Te Amo muito minha Eterna menina, minha Amada Bruxinha.
Especialmente escrito para mim. Por uma pessoal incrívelmente maravilhosa!

Noite péssima...
Sonhos ruins...
Noite péssima!
Sinto-me frágil
e desestimulada!
Talvez decepcionada.
Não sei ao certo qual palavra usar para definir o que senti...
É mais ou menos assim:
Uma linda menininha ouve o pai prometer dar-lhe uma boneca. A felicidade é imensa, afinal não é todo dia que ela pode ganhar uma boneca!
Mas... Minutos depois seu pai volta e diz que infelizmente não será mais possível dar-lhe a boneca, pois esteve avaliando as contas e não sobrará para a boneca!
Foi mais ou menos assim...
Chorei, chorei bastante... Mas sozinha! Como sempre!
Talvez decepcionada.
Não sei ao certo qual palavra usar para definir o que senti...
É mais ou menos assim:
Uma linda menininha ouve o pai prometer dar-lhe uma boneca. A felicidade é imensa, afinal não é todo dia que ela pode ganhar uma boneca!
Mas... Minutos depois seu pai volta e diz que infelizmente não será mais possível dar-lhe a boneca, pois esteve avaliando as contas e não sobrará para a boneca!
Foi mais ou menos assim...
Chorei, chorei bastante... Mas sozinha! Como sempre!
Estou tão sensível hoje... quase chorei!
Kerry Lee entra em cena
por Paulo Coelho
Uma vez, terminada a conferência em Brisbane, Austrália, saí do auditório para assinar os exemplares de meus livros. Como estava um lindo entardecer, os organizadores colocaram a mesa de autógrafos ao lado de fora do prédio da biblioteca.
As pessoas se aproximavam, conversavam, e mesmo tão distante de casa não me senti um estrangeiro: meus livros haviam chegado antes de mim, mostrando minhas emoções e sentimentos.
De repente, uma garota de 22 anos se aproxima, fura a fila de autógrafos e me encara:
“Cheguei atrasada para a palestra”, disse. “Mas gostaria de lhe dizer algumas coisas importantes.”
“Vai ser impossível”, respondo. “Devo ficar autografando os livros por mais uma hora, depois tenho um jantar”.
“Não vai ser impossível”, responde. “Meu nome é Kerry Lee Olditch. O que tenho a dizer posso fazê-lo aqui e agora, enquanto você assina”.
E antes que eu pudesse reagir, tirou de sua mochila um violino. Começou a tocar.
Continuei autografando por mais de uma hora, ao som da música de Kerry Lee. As pessoas não iam embora: ficavam assistindo àquele concerto inesperado, entendendo o que ela precisava me dizer, e que estava sendo muito bem dito.
Quando terminei, ela parou de tocar.
Não houve aplausos, nada: apenas um silêncio quase palpável.
“Obrigado”, eu disse.
“Tudo nesta vida é uma questão de dividir almas”, respondeu Kerry Lee.
E assim como chegou, foi embora.
P.S.Naquela mesma noite, Kerry Lee apareceu no hotel com um grupo de amigos e seus instrumentos musicais. Fomos para a beira do rio que corta Brisbane. Passamos uma noite deliciosa, que terminou se transformando numa grande, mas distante, amizade entre a menina e o escritor. No dia 17 de março de 2001, recebi um e-mail de Andréa, amiga de Kerry Lee, dizendo que haviam descoberto seu corpo no meio do deserto australiano. Diagnóstico da morte: suicídio por overdose de pílulas para dormir. Andréa complementou o e-mail: “nunca a entenderam direito. Às vezes os anjos sentem-se demasiadamente solitários e desistem de continuar na Terra”.
Kerry Lee entra em cena
por Paulo Coelho
Uma vez, terminada a conferência em Brisbane, Austrália, saí do auditório para assinar os exemplares de meus livros. Como estava um lindo entardecer, os organizadores colocaram a mesa de autógrafos ao lado de fora do prédio da biblioteca.
As pessoas se aproximavam, conversavam, e mesmo tão distante de casa não me senti um estrangeiro: meus livros haviam chegado antes de mim, mostrando minhas emoções e sentimentos.
De repente, uma garota de 22 anos se aproxima, fura a fila de autógrafos e me encara:
“Cheguei atrasada para a palestra”, disse. “Mas gostaria de lhe dizer algumas coisas importantes.”
“Vai ser impossível”, respondo. “Devo ficar autografando os livros por mais uma hora, depois tenho um jantar”.
“Não vai ser impossível”, responde. “Meu nome é Kerry Lee Olditch. O que tenho a dizer posso fazê-lo aqui e agora, enquanto você assina”.
E antes que eu pudesse reagir, tirou de sua mochila um violino. Começou a tocar.
Continuei autografando por mais de uma hora, ao som da música de Kerry Lee. As pessoas não iam embora: ficavam assistindo àquele concerto inesperado, entendendo o que ela precisava me dizer, e que estava sendo muito bem dito.
Quando terminei, ela parou de tocar.
Não houve aplausos, nada: apenas um silêncio quase palpável.
“Obrigado”, eu disse.
“Tudo nesta vida é uma questão de dividir almas”, respondeu Kerry Lee.
E assim como chegou, foi embora.
P.S.Naquela mesma noite, Kerry Lee apareceu no hotel com um grupo de amigos e seus instrumentos musicais. Fomos para a beira do rio que corta Brisbane. Passamos uma noite deliciosa, que terminou se transformando numa grande, mas distante, amizade entre a menina e o escritor. No dia 17 de março de 2001, recebi um e-mail de Andréa, amiga de Kerry Lee, dizendo que haviam descoberto seu corpo no meio do deserto australiano. Diagnóstico da morte: suicídio por overdose de pílulas para dormir. Andréa complementou o e-mail: “nunca a entenderam direito. Às vezes os anjos sentem-se demasiadamente solitários e desistem de continuar na Terra”.
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